quinta-feira, outubro 08, 2009

Migrando de hospedagem

Bom, me despedindo do blogspot que me aturou por um ano... Agora escrevei em um novo endereço.

http://ebriedez.wordpress.com/

sexta-feira, outubro 02, 2009

"Tão expressivo quanto um peixinho dourado."

A luz está me deixando com dor de cabeça, deve ser por eu ter ficado tanto tempo no escuro. Nossa! Que lugar estranho! Quem são essas pessoas? Por que esse asfalto é tão estranho? Isso aqui parece uma cidade de boneca. Ei! Ei! Alguém pode me dizer que lugar é esse? O que todo mundo tanto olha naquela direção?
Asfalto de gesso, carros de plástico, prédios falsos, plantas que não precisam de sol, e o sol está ligado na tomada. Tudo isso dentro de uma caixa com paredes transparentes, sou um ornamentos vivo de um arquário. Agora entendo, estou numa sala, num espaço peixífico. Ninguém fala, só gesticulam sem parar, enquanto andam de um lado pro outro nessa cidade de plástico. Será que eu sou o único ser que ainda raciocina aqui?
Os peixes passam, param em frente das paredes de vidro. Alguns apontam, outros observam quietos e intrigados, e ainda têm os são indiferentes ao arquário. Eles me fitam mais interessados, acho que vou começar a gesticular como uma vaca, como todos os outros “ornamentos vivos” fazem.
Adoro o peixe azul, ele é o único que joga comida para nós. Já me acostumei a correr ao centro da praça e a pegar rapidamente um pedaço de comida. Fiquei tentando desvendar o que está escrito no potinho de comida. Tenho quase certeza que é “Ração para Humanos”.
Esses peixes são tão chatos. Vivem correndo de um lado para o outro, gesticulam tanto, alguns são tão efusivamente falsos. Os piores são aqueles que param na frente do arquário, fazem cara de “ooh!” e ficam batendo insistentemente no vidro. Se eles soubessem o quanto é chato ficar aqui dentro e o quão ridículo eles ficam lá fora...
Dia após dia olhando as mesmas plantas afotossintéticas, muitos não agüentam. Esses humaninhos dourados são trocados frequentemente por outros que sejam fisicamente semelhante. Ninguém se importa, são só ornamentos substituídos como se substituem pratos de um jogo de jantar.
Cansei, vou entrar num desses prédios e dormir um pouco, mas de olhos abertos. Não quero perder a comida.