quinta-feira, setembro 24, 2009

Deus e Diabo.

Já pensou por que Deus e o diabo têm essa ‘rixa’? Todos já pensaram e talvez a resposta mais comum seja a explicação bíblica desse eterno duelo entre o bem e o mal. Mas agora esqueça tudo, deixaremos o teísmo, o ateísmo, o agnosticismo e qualquer outra crença, dogma ou heresia de lado. Limpe sua mente e apenas imagine.
Partiremos do pressuposto que Deus é um homem e que o Diabo é uma mulher. Tudo aquilo que aprendemos ser o paraíso é uma casa, onde eles moram. Na verdade eles eram casados. Mas como todo casal, no começo do casamento, vivam felizes. Com o passar dos séculos, a vida celestial de casamento foi ficando monógama e ambos foram enjoando. Deus não agüentava mais as indolências de sua esposa, suas traições, suas brincadeiras e tudo o mais que nós conhecemos bem. Isso o atrapalhava no cumprimento de suas tarefas.
Depois de muitas discussões, muitos raios, tempestades, bolas de fogo e o que mais você quiser, eles decidiram se separar. Seria uma separação normal, cada um moraria em casas diferentes e os filhos, como na maioria dos casos de divórcio, ficariam com a mãe. Deus ficou no seu apartamento no último andar do universo. Diabo (ou deveríamos chamar de diaba?) ficou com uma casinha mais terna, na Terra, pros filhos poderem crescer perto dos animais e adquirir sabedoria aprendendo com seus erros. Seria uma separação normal se não estivéssemos falando de Deus e do diabo, é claro. Você não ficou se perguntando quem seriam os ‘filhos’?
Os filhos, obviamente, somos nós: os humanos, a humanidade. Somos bons e maus ao mesmo tempo. Moramos na Terra (inferno/ casa da nossa “mãe”), mas como ela não é uma boa mãe e nós somos filhos rebeldes, aspiramos poder voltar a morar com nosso pai (todos queremos ir pro Céu). A condição pra ir pra “casa do papai” é sermos bonzinhos, nos comportarmos, não brigarmos com nossos irmãozinhos.
E assim vivemos então, temendo a supremacia do nosso Pai e temendo a maldade de nossa mãe. Somos apenas seres comuns, criações incertas, sem expectativa. Somos algumas vezes caridosos, amáveis, bondosos, sensíveis; já em outras, manifestamos nossa inveja, agressividade, desejo de vingança, luxúria; e por ter essas características tão distintas coexistindo de maneira tão próxima, somos mortais, e não divindades.
No fundo, isso tudo é uma aposta pra ver quem vai ficar com mais filhos e ver quem tem mais autoridade. Enquanto nossos pais brigam, ficamos vivendo nesse mundo, que hora se parece com o paraíso, hora se parece com o inferno.

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